Cinco anos atrás quando Alice Nine começou a fazer as atividades, vocês pensaram que vocês poderiam continuar e chegar tão longe?
Tora: Hahaha, você de repente perguntou uma pergunta bem profunda, ne (risos)
Perdão (risos). Mas quando você forma uma banda, parece que tem poucas pessoas que pensariam sobre o futuro quando começam as atividades da banda.
Shou: Mas foi a primeira vez que eu realmente pensei “Essa banda vai ser para sempre”
Saga: Definitivamente. Porque com minhas bandas anteriores eu começava pensando “Vai ser por volta de um ano?”
Tora: Mas em relação ao Alice Nine, quando nós começamos, de alguma forma eu percebi esse sentimento de “Não há muitas vezes que nós desperdiçamos” em todos.
Shou: Mas pensando nisso agora, nós ainda éramos novos.
Tora: Certo. Mesmo assim, parecia que nós éramos bem impacientes.
Hiroto: Apesar de que eu ainda estava na minha adolescência, eu era horrivelmente impaciente.
Shou: Porque nós todos dissemos “Essa é a melhor banda!”
Tora: Então sem prática suficiente nós apresentamos lives e sem prática suficiente nós gravamos músicas.
Nao: Definitivamente! (risos)
Então nessa extensão, isso significa que vocês apenas corriam em frente com seus sentimentos?
Tora: Eu acho que apenas com nossos sentimentos, nós corremos em frente e em frente.
Hiroto: Tipo “Nós temos de ser assim no próximo ano!”
Tora: Mesmo que nossas músicas não fossem satisfatórias, nós dizíamos “Vamos fazer um live solo!”
Então você está dizendo que no fim pensando dessas formas, vocês cinco vieram juntos e tinham fé que se fossem vocês cinco, vocês poderiam acertar seus alvos longe… Foi algo assim?
Shou: Nós devemos ter tido alguma crença assim ou similar.
Tora: Eu acho que todos nós sentimos isso. Com cada um de nossos desejos apaixonados, e se fôssemos nós cinco, eu pensei que nós definitivamente iríamos nos sair bem.
Há alguma parte específica de vocês que vocês sentiram que os ajudaria a se sair bem?
Tora: No geral, nós tínhamos confiança.
Mesmo não havendo base para isso?
Tora: É, confiança sem uma base.
Shou: Eu ainda me lembro dos blogs daquelas pessoas que vinham assistir nosso primeiro live quando nós nos formamos… Eles diziam “Qual é a dessas pessoas transbordando confiança sem nenhuma base. Mesmo que a apresentação, a música e plataforma deles fossem terríveis, eles tinham essa aura brilhante, e eles devastaram o hall” (sorriso estranho).
Para vocês deixarem tal impressão em alguém que viu seu primeiríssimo live, como esperado, não havia uma aura comum em vocês (risos)
Shou: (risos). Eu acho que nós tínhamos vigor.
Além disso, alguma vez vocês perceberam que seu incessante e sempre melhorando senso para melodias, e a individualidade da abundância das cores que vocês adicionam às músicas foram sua munição?
Tora: Não. Se nós tentássemos expressar isso claramente, eu acho que provavelmente ninguém poderia ser capaz de entender isso.
Shou: Sim. É apenas recentemente que nós estivemos pensando “Isso somos nós!”. Mas desde o começo eu tinha a confiança que a banda definitivamente se daria bem porque as pessoas com boa percepção tinham se unido.
Nao: Eu também tive esse sentimento de coração pulsante quando eu pensei “Como seria se nós cinco estivéssemos numa banda juntos?”. O que foi isso… Isso foi o sentimento de possibilidades.
Shou: Nós definitivamente tivemos esse sentimento (risos).
Nao: Mas o sentimento de oportunidade era persistente. Eu pensei que era nossa escolha se nós a aproveitaríamos ou a desperdiçaríamos.
Hiroto: Mas naquele tempo, com a extensão das atividades, geralmente não havia pessoas que eram capazes de sentir o sentimento de “possibilidade” em respeito a ser capaz de ver a extensão das atividades. Era realmente como um mundo pequeno, mas eu pensei que se nós cinco nos juntássemos nós seríamos capazes de exceder.
Shou: Claro, dentro da cena do Visual Kei havia pessoas realmente impressionantes e pessoas muito legais, mais excluindo essas pessoas, nós sentíamos que nós não perderíamos para ninguém.
Talvez se fosse o Alice Nine, vocês poderiam ter sido capazes de avançar abrindo caminho pelo “Visual Kei”.
Shou: Nós provavelmente sentimos esse tipo de possibilidade.
Então passando rapidamente cheios de espírito forte, não houve nenhum tipo de situação?
Shou: Havia muito disso.
Dessas, qual teve maior impacto?
Shou: …… Conseguir de estar nessa companhia (risos)
Nao: Teve coisas que nenhum de nós entendeu, no início nós tínhamos dificuldade em entender um ao outro.
Isso significa que até lá, vocês faziam atividades baseado no que vocês mesmos pensavam.
Saga: Sim, porque nós fizemos nossas atividades independentemente.
Nao: Então nós não tínhamos ideia sobre o que coisas como companhias eram, nós também não sabíamos o que significava estar numa banda.
Mesmo com o problema de estabelecer as atividades da banda no sentido dos negócios?
Shou: Não, nós não tínhamos esse tipo de dilema porque nós nos formamos como uma banda, então nos propriamente entendíamos coisas como “As atividades de uma banda no sentido dos negócios”.
Então depois disso vocês estavam preparados para ter uma vida na música.
Shou: Certo. “Nós vamos apenas fazer o que nós gostamos e seria ótimo se isso vendesse” não era nossa postura, no começo nós pensávamos “O que significa ter uma vida na música?”.
Então vocês têm alguma memória envolvendo diferenças de entendimento e opinião com a companhia, tipo “nós temos de mudar isso”?
Hiroto: Nós definitivamente queríamos mudar.
Saga: Porque nós fomos jogados no meio de todas as regras da companhia.
Shou: Nos levou 1-2 anos para compreender o que jovens puros eram.
Tora: No geral, eles ficaram bravos com a gente.
Mas por ter tal período, isso não significou na verdade que há coisas que mudaram para melhor?
Tora: Eu também me sinto da mesma maneira sobre o correr do tempo. Como para a companhia, que nós podemos nos sentir descansados se nós seguirmos as pegadas dos outros baseado em realizações, mas nós não estamos satisfeitos com isso. Esse é o caso mesmo agora, não é sobre o que as outras pessoas fizeram, eu acho que é sobre querer seguir em frente. Com esse princípio ainda há um tipo de vazio entre nossas compreensões… Mas esse vazio está lentamente sendo preenchido. Nós vamos fazer coisas cheias de habilidade e curti-las.
Nao: Bem, juntos com a companhia nós fomos capazes de crescer. E isso porque nós conseguimos nos conhecer.
Então dentro de todas as suas atividades, olhando para trás para trabalhos que mudaram, existe algum trabalho que fez vocês sentirem como se vocês quisessem mudar?
Shou: Eu acho que é diferente para todos… para mim foi [WHITE PRAYER] e [RAINBOWS]. Eu senti que eu queria seguir algo honestamente tocando de acordo com nossas raízes, eles foram trabalhos que eu gradualmente comecei a estimar.
Tora: Para mim… isso é difícil, ne. Tudo foi como uma encruzilhada, como nós ainda não somos perfeitos como uma banda, eu não posso dizer nada.
Apesar de que todos provavelmente pensam dessa maneira, é porque todos não querem ficar no mesmo lugar, certo?
Tora: Esse é o caso, depois de tudo.
Nao: Para mim, em termos de períodos, foi nosso primeiro live no Shibuya Kokaidou em outubro de 2006. Foi quando nós conhecemos um organizador com quem conseguimos nos dar bem e ainda trabalhamos como eles agora. Dali em diante, nós mudamos. Eles nos trouxeram esperança. Nós realmente o respeitamos, nós conseguimos ver coisas que nós não conseguíamos antes. Falando egoisticamente, eu quero ver essa pessoa de novo mais frequentemente. Eu consegui saber de coisas que eu não sabia antes sobre música e sobre bateria.
Hiroto: Eu acho que há um elo bem forte entre a consciência de nossos limites e o efeito dos tipos de sons que nós ocasionamos. Com esse raciocínio, eu acho que nós tivemos esse senso realmente forte de “Nós queremos mudar” quando nós estávamos compondo [Velvet]. Melhor do que o poder que nós trazemos para a música mudando, a música em si dava a impressão que nós poderosamente a beliscamos.
Por que vocês pensaram nesse sentido “Eu quero mudar o jeito que eu faço”?
Hiroto: Porque naquele tempo, a impressão da banda era muito diferente do tipo que nós imaginamos que nós seríamos. Quando nós formamos, primeiro nós éramos muito pra frente de nós, levou meses e anos para estreitar a lacuna entre o que nós pensamos que nós éramos e o que nós realmente éramos… Eu acho que mais ou menos na época do [Velvet] nós começamos a agir com nossos sentimentos de novo. Reciprocamente, eu acho que os fortes sentimentos de querer mudar o poder de nossos sons dentro da música são manifestados em [Hana].
Eu acho que dizer “Eu entendo” vai nos levar a discutir [Hana], mas eu vou perguntar sobre isso depois. Qual foi a encruzilhada para você, Saga-san?
Saga: [RAINBOWS]. Até os fãs dizem que está claro que nós mudamos. Quando eu mesmo escuto [RAINBOWS] eu tenho esse sentimento de liberação. Apesar de [Velvet] ter o mesmo tipo de sentimento, eu realmente gosto do sentimento de liberdade que ela lhe dá. [WHITE PRAYER] tem um sentimento caótico. Apesar de achar que nessas circunstâncias nós podemos ter nossas próprias intenções, [Velvet] e [RAINBOWS] dão um sentimento muito forte de liberdade. Pessoalmente, eu acho que há similaridades entre [Zekkeishoku] e [VANDALIZE]. Então, eu acho que mesmo no tour do hall nós ainda tocamos músicas do [Zekkeishoku].
Na verdade no primeiro dia em Sapporo, vocês tocaram algumas músicas bem nostálgicas. Depois de tantas confusões vocês conseguiram apertar umas músicas do [Zekkeishoku], é porque mesmo agora, vocês são uma banda que “tem a flexibilidade de ser capaz de pensar livremente”, certo?
Saga: Simplificando, nós pensamos de um jeito achatado. Mesmo quando o caso são as setlists dos lives, nós não pensamos que porque é uma música velha nós deveríamos fazer isso com ela, nós sentimos que seria melhor se nós colocássemos as músicas nesse tipo de ordem. Nós conseguimos agarrar esse tipo de maneira de fazer as coisas.
O consenso geral é que quando há ambas, músicas velhas e novas, no mesmo live, vai haver um sentimento de conflito, mas certamente o Alice Nine atual não tem nada desse tipo, ne.
Nao: Certo. Boas músicas sempre serão lembradas, então eu acho que nós queremos continuar lembrando delas.
Hoje nós ouvimos sobre as encruzilhadas pessoais de todos, mas eu acho que como esperado, como uma banda com intenções fortes, [VANDALIZE] foi uma grande virada para vocês quando vocês quiseram abrir caminho na cena do rock. Já que ele foi lançado há meio ano, das reações do público e dos ouvintes, parece que vocês mudaram?
Hiroto: Eu ainda não entendo esse tipo de coisa.
Saga: Sim, como esperado, nós ainda não entendemos isso honestamente. Apesar de constantemente querermos correr atrás da mudança, melhor do que pensar sobre a atitude que um álbum; [VANDALIZE], por exemplo, mesmo se nós lançássemos seis álbuns, quando o assunto é reavaliar esses álbuns, eu acho que nós seríamos capazes de entender as coisas sobre esses álbuns que são reais. Então nós também fizemos [Zekkeishoku] e [Alpha] com o mesmo sentimento. Dentro disso era o julgamento e o erro… esse tipo de sentimento.
Então em relação ao seu single atual [Hana], apesar de que vocês disseram antes que vocês estão mirando numa “fusão do rock e do entretenimento”, essa é uma posição na qual vocês chegaram porque ela também era evidente no [VANDALIZE]?
Hiroto: O estágio que eu acho que nós estamos agora é o mesmo do [VANDALIZE], a consciência da nossa banda e os tipos de sons que nós estamos fazendo ficaram consistentes, praticamente eu acho que é um álbum extremamente realista. Apesar de achar que é porque nós forçadamente nos dissemos “vamos mudar”, eu senti que o [VANDALIZE] foi um acúmulo de todas as experiências que nós tivemos até agora e baseado em nos desafiar a sermos melhores. Mesmo dessa vez com [Hana], nós encaramos uma situação similar.
Qual é o significado da palavra-chave “entretenimento” que não apareceu durante o [VANDALIZE]?
Saga: Sinceramente, ela não tem essa profundidade de um significado. Falando por mim, a coisa que eu mais quero fazer agora é sair numa jornada através da música. Não significa que eu julgo esse álbum como sem valor, eu quero enfatizá-lo quando você lê nossa discografia. Fazendo isso, você pode pegar o fio da meada da história total da nossa banda, o que vai deixar você adivinhando o que ainda virá. É por isso que eu quero lançar muitos trabalhos novos.
Você disse “fio da meada”, essa é uma palavra-chave que nós deveríamos estar procurando?
Saga: Dentro da base de fazer o [VANDALIZE], pelo bem de querer mais coisas frescas numa maneira estimulante, esse tipo de coisa foi necessária. Se você acha que o [VANDALIZE] foi algo que foi insuficiente, é porque você olhou muito pra dentro dele. Apesar de, claro, nós não querermos dizer que você deveria negar o passado. Nós estamos constantemente adicionando novos elementos, por exemplo, se 10 anos no futuro nós olharmos para esse tempo, seria ótimo se nós pensássemos “Nós saímos nesse tipo de jornada! (com a música)”.
Então quando o assunto é esse, tudo que você precisa é você mesmo e não entender o que significa cair.
Saga: Nós não entendemos isso, ne. Mas de alguma forma, é apenas querer continuar numa banda por um longo tempo se nós vamos fazer coisas preguiçosamente. Continuar fazendo as mesmas coisas não é interessante, se esse é o caso nós devemos imediatamente terminar as coisas. Então para estar na ativa por um longo tempo, nós deveríamos apenas fazer as coisas que são necessárias. Se nós fizermos tais coisas, mesmo se houver coisas que nós definitivamente não conseguiríamos fazer no passado, nós podemos algum dia conseguir fazê-las.
Então você quer dizer que quando o assunto é a “fusão do rock com o entretenimento”, você pensou “isso é bem difícil”.
Saga: Foi muito, muito difícil. Apesar de que seria bom se nós conseguíssemos nos fazer crescer, eu pensei que foi muito difícil.
Então como você superou isso?
Saga: Em relação a [Hana], a primeira coisa que nós fizemos foi pensar sobre o sentimento que a batida passa. Essa também foi a fundação da fusão entre o rock e o entretenimento, a originalidade da nossa banda melhorou isso, além disso nós estávamos mirando numa “música que pega fácil e que também tenha um significado” quando as pessoas a ouvem. Eu acho que nós conseguiríamos fazê-lo se nós pensássemos em fazer coisas numa forma mais simples. Eu quero dizer, o [VANDALIZE] não tem várias melodias diferentes? Se nós pensássemos em cortar algumas melodias do [VANDALIZE], eu acho que seria possível fazer qualquer tipo de melodia.
[VANDALIZE] definitivamente exibe seu progresso, é realmente vívido.
Saga: Isso é bem simples. Mas como esperado, nós realmente queremos compor novas coisas. E nós não conseguiríamos fazer isso sem combinar todos os nossos valores. Para uma extensão, eu pensei que seria bom mesmo se eles não se dessem bem juntos. Porém como resultado, há alguma distinção a ele, certo?
Definitivamente.
Saga: Esse é o ponto de vista que eu estou tentando provar, é uma música que eu compus que facilmente expressaria os sentimentos atuais de uma batida de dança.
Como você aproximou e agarrou esse “sentimento da batida” como um baterista?
Nao: Ultimamente nós estivemos fazendo músicas de vez em quando que têm essa batida de dança, eu senti que eu queria mudar. Apesar de haver bateristas por aí que dizem “a bateria para as batidas de dança é chata”… Eu toquei a bateria num jeito “conciso”. Então é uma música que eu curto tocar. Daqui em diante eu acho que o jeito que nós usamos o chimbau1 é a coragem do baterista!
Essa é… uma mensagem para todos os bateristas?
Nao: É (risos). Bateristas que não deixam sua personalidade se mostrar através do chimbau são humanos superficiais (risos)! Apesar de que dessa vez eu pensei profundamente em por que eu deveria tocar o som cru da bateria ou necessidades para um baterista, nós alcançamos a conclusão que nós não podemos seguir em frente se não há algum (papel de) música escrito para o baterista. Se nós não o escrevemos, eu não consigo tocar expressivamente, e não há nenhum significado na presença do baterista. A coisa que eu estava procurando era baseada nos meus sentimentos, tipo “É isso!”.
Em relação à guitarra, os sons soltam uma impressão completamente diferente de antes, isso é porque vocês deliberadamente arranjaram tempo para compor esses sons?
Tora: Nós arranjamos.
Com o Hiroto-kun, vocês dois procuraram os sons ideais?
Tora: Geralmente nós fazemos desse jeito, mas dessa vez nós também consultamos o Saga-kun.
Saga: Eu geralmente não penso em mim mesmo como um baixista. Apesar de ser um baixista… Eu acho que eu sou um “especialista de todos os ofícios” (risos)
Hiroto: Mas mesmo tocando uma parte diferente, eu acho que você não deveria conseguir ir em frente se você não tivesse nenhuma conexão com as outras partes. Como esse foi o caso, nós tivemos muitas discussões.
Como um compositor, você teve a imagem clara do “Esse é o tipo de som que eu quero”?
Saga: Os sons estavam tocando na minha cabeça, mas geralmente eu começo de um ponto específico. Fazer sons na realidade… eu de alguma forma intuitivamente entendo o que cai bem. Apesar de que o que cai bem pode ser diferente para cada um, eu procuro os sons daquele momento em particular.
Incidentemente, há uma atmosfera retrô nos sons dessa vez, isso é algo do qual vocês estão conscientes?
Saga: Eu acho que isso é definitivamente resultado de “misturar nossas personalidades e valores”. Reciprocamente, se eu compus a coisa toda sozinho, ela pode ter virado uma música com a tendência de ficar normal.
Então, você está dizendo que isso é largamente um resultado dos sentidos do Hiroto-san e do Tora-san.
Hiroto: Dessa vez eu realmente fui seletivo em relação à atmosfera que os sons da guitarra produziram. Durante o [VANDALIZE], nós produzimos os sons para todas as músicas com um tipo de centro similar… mas nos lives a atmosfera dos sons que nós fizemos ainda é diferente. Eu reparei que a guitarra era um instrumento que poderia expressar vários tipos de atmosfera.
Como um guitarrista, isso é um crescimento considerável.
Hiroto: Então com [Hana], a essência do som ainda está um pouco distante, então eu pensei que dentro da música há uma escolha estreita de sons que nós poderíamos usar e ser aceitável.
Então o resultado, numa maneira deliciosa, não teve sons comuns.
Saga: Esses tipos de sons estão impregnados profundamente dentro das pessoas (risos).
Shou: Eu estava consciente das coisas porque eu estava lendo gráficos e tals enquanto eu ouvia, mas no geral o que o Hiroto mais gosta é o tipo de som legal.
Tora: E também, o Saga-kun a ouviu num ponto no qual ele não a ouviria mais mesmo que ele seja um músico.
Ele é no geral entusiasmado quando se trata de sons?
Tora: Eu acho que é. Apesar de dizer frequentemente coisas como “é um sentimento ressonante”, eu não acho que ele é o tipo de pessoa… que está consciente do sentimento de repercussão quando ouve música (risos).
Saga: Eu definitivamente sou muito interessado em sons.
Hiroto: Não é porque você pode ouvir à quantidade abundante de coisas que você incorporou na sua música?
Tora: Eu acho que todo e cada membro tem uma maneira diferente de ouvir os sons, eu acho que isso também é aparente no modo que nós somos seletivos quando se trata do modo que nós tocamos.
Quando alguém produz uma frase, isso mostra como ele usa os sons.
Tora: Isso mesmo.
Hiroto: Eu acho que há essa atmosfera em volta de todos, tipo “eu não quero fazer algo que eu vou ouvir e imediatamente dizer que eu o fiz do meu jeito usual”.
Eu acho que isso resultou num som que é território novo para o Alice Nine.
Saga: Eu estou feliz que haja um monte de pessoas que dizem isso pra gente.
Aliás, quem fez o solo de guitarra nessa música?
Hiroto: Fui eu.
Eu pensei que a parte um pouco antes do solo, e durante o solo de guitarra também, teve uma força legal.
Saga: A parte foi algo no qual nós ficamos presos quando nós ainda estávamos compondo a música. Então com um conselho inesperado nós usamos o sintetizador, nós apresentamos uma essência não natural. Mas eu acho que foi um tempo quando eu apenas aceitei isso2.
Se fosse algum tempo antes de agora, a decisão que vocês teriam tomado seria não aceitar isso.
Saga: Eu provavelmente não teria aceitado. Simplificando, até agora, nós estávamos mirando na beleza e naturalidade das músicas. Mas dessa vez a virtude da música em si é bem importante, isso é um adicional, mas nós também fizemos nosso melhor tendo em consideração que coisas como frescor e originalidade foram necessárias para que a banda não terminasse. Primeiro de tudo, nós tentamos fazer coisas sem receber nenhum conselho, mas como não havia diferença entre receber o conselho ou não, usando a razão que nós estávamos fazendo coisas no nosso jeito especial, nós rearranjamos a música.
Isso resultou nessa parte com um tipo bom de tensão, mas desse ponto em diante vocês pensaram no solo de guitarra?
Hiroto: Eu acho que foi uma aproximação interessante seguir a corrente fazendo coisas do nosso próprio jeito, mesmo se nós tocássemos a guitarra muito bem, nós ainda iríamos querer misturar essa parte da música com a inexperiência e a base da música batida de dança com um sentimento mecânico. Apesar de que nós fomos seletivos sobre as músicas que nós usamos para fazer você ouvir sons mecânicos, as nuances foram negligentes. Apesar de que nós fizemos algumas tomadas tentando tocar com mais precisão, querendo superar a negligência, nós escolhemos a tomada que teve a presença de humanidade mais forte.
Em relação à letra, que tipo de palavras-chave o Saga-san jogou em você, Shou-san?
Saga: Ah, não, eu deixei toda a letra sob responsabilidade dele. Basicamente, eu deixei ele fazer tudo com o que ele se contentasse com qualquer sentimento que ele tivesse quando ele estava ouvindo a música.
Então o que você sentiu quando você viu a letra?
Saga: Apesar de não ter feito parte de nada, é uma letra muito estimulante. Do aspecto de nomear a música [Hana], e o tema, parece que era arte.
No meio tinha essa fala “ser como um botão de flor está bem”, foi bem puro. Por causa disso, eu acho que há muitas representações no mundo quando você diz “florescido”.
Shou: Eu senti que a melodia da música tinha um gosto de música pop, a letra é tipo da perspectiva de uma mulher. Ela usa a estética da propriedade do Japão enka3.
Eu tenho a imagem de uma mulher que é modesta, mas ao mesmo tempo pode fazer as coisas com dignidade.
Shou: É esse tipo de beleza. Se á algo que o seu coração quer, então você deveria também ter força para aceitar isso. Eu quero fazer uma música assim.
Da impressão que você ficou da música, você começou a escrever a letra daí?
Shou: Ouvindo o Hiroto tocar a guitarra, eu tive esse sentimento bem oriental. Foi tipo Kula Shaker [Nota: uma banda de rock psicodélico do Reino Unido que fundiu o rock dos anos 60 e música indiana]
Certamente também há essa atmosfera europeia.
Shou: Isso mesmo. Eu combinei todas as visões diferentes do mundo, e para não arruinar a elegância da música, eu escolhi palavras extraordinárias, e desenhei uma descrição do cenário. Dessa vez eu não fiz o vocal insistente nas minhas próprias ideias. Eu frequentemente sentia esse tipo de atmosfera “eu quero em ambos os vocais uma postura igual à dos instrumentos” do compositor Saga-kun, Hiroto-kun também exalava esse tipo de sentimento. Eu cantei da visão da música pintando o mundo.
No geral, o título da música do single é cantado antes de ser lançado, de modo a fazer essa música familiar para todos.
Shou: Certo. Nós não realmente cantamos a música antes do lançamento, as boas qualidades dessa música meio ocidental vão desaparecer.
Qual foi a razão do título ser [Hana]?
Shou: Primeiramente, eu pensei que o título deveria ser em kanji4. Eu também estava procurando por uma palavra que é uma personificação da música. Há uma sutileza e há poder, assim como o caractere5, é uma música florida6 então eu a chamei de “Hana”. Porque eu também queria a sensação glamorosa, não é “Hana (花)” e sim “Hana (華)8”
Assim como a palavra “Hana”, a imagem do título também é florescente. [SLEEPWALKER] é a composição original do Hiroto-san, mas ao contrário das nossas expectativas é uma música lânguida e obscura, mas a luz brilha na segunda metade da música e a desenvolve numa música dramática.
Hiroto: Na época que o tour da livehouse acabou, o arranjo da música do que eu decidi primeiro seria completamente diferente. Durante o tour, ela teve o mesmo ritmo, mas não era uma balada, porque eu queria ter uma música que expressasse os sons de uma banda firme, eu mudei a composição. Apesar de não ter nada a fazer com a letra, assim como a primeira música, eu queria expressar as nuances de sair numa jornada com sons. O resultado me faz pensar “mesmo que seja dramática, as pessoas ainda a sentirão~”
Apesar dos sons e impressões de todo e cada instrumento deixarem um sentimento bom, e quanto aos tipos diferentes de ritmos?
Nao: Para essa música o número de microfones que foram arrumados ao redor da bateria foi pequeno. Essa música foi o resultado quando nós tentamos gravar a imagem que o Hiroto-kun estava buscando. Havia poucos microfones então o sentimento de distância quando você ouve é diferente, o balanço também é diferente.
Saga: Diminuir o número de microfones foi uma coisa boa.
Hiroto: Essa música e a música do [VANDALIZE], [Kiss twice, Kiss me deadly] apenas tinham quatro microfones ao redor da bateria.
Saga: Mas fazendo isso, a atmosfera da bateria e a pessoa a tocando certamente aparecem.
Então é por isso que a atmosfera deixa uma impressão profunda.
Nao: Atmosfera é muito importante. É Air Man9.
Saga: Para o baixo, eu pensei em como eu poderia adaptá-lo para a música. Eu queria apresentar o temperamento e a temperatura daquele tempo, então se fosse algo que eu pudesse fazer, que queria conseguir ir em frente e gravá-la em uma tomada. Mesmo assim, de modo a fazer isso, eu prestei atenção na atmosfera.
Tora: Pra mim a atmosfera estava relativamente obscura, então eu prestei atenção nisso.
Na primeira metade há um toque obscuro, mas e quanto à segunda metade que te dá um sentimento de esperança?
Tora: Eu gravei essa parte com sons delicadamente bonitos. Eu pensei em como eu poderia evitar fazer as coisas muito distorcidas ou exalar um sentimento obscuro.
Hiroto: Eu fui seletivo na questão de onde todos os sons ficavam. Simplificando, os sons não estão sempre tocando nos mesmos pontos, eu fui seletivo quanto ao tom dos sons e como as frases foram expressadas. Com essa pequena mudança, a atmosfera também mudou. Tocando uma versão da música, ela ramificou-se em duas versões diferentes da música. A produção da atmosfera não foi apenas para essa música, nós pensamos nisso para todas as músicas do single. E também, a frase que nós tínhamos originalmente preparado para ser tocada no piano foi tocada pelo Tora-shi na guitarra. Desse ponto, eu acho que ela virou o som da nossa banda.
Não foi difícil o dedilhado quando você tocou na guitarra algo que era pra ser tocado no teclado?
Tora: É, foi surpreendentemente difícil de tocar. Parecia que eu dificilmente era capaz de fazê-lo. E também, o solo de guitarra dessa música é incrível. Quem tocou?
Hiroto: Eu toquei.
Saga: Eu entendi que ele estava tentando conquistar algo quando ele tocou os primeiros sons que ele escolheu. Ele estava rindo abertamente. Eu pensei “tipo, quantos anos tem o Hiroto-kun?” (risos)
Apesar de isso não estar relacionado ao que a gente disse antes, você realmente gosta de frieza (risos).
Hiroto: Foi como se eu quase quisesse chorar (risos). Ultimamente eu tenho ouvido Eric Clapton frequentemente no carro, então isso poder ser o porquê de eu querer tentar fazer tais nuances. Primeiramente, o solo de guitarra que eu incluí na demo soava mais mecânico. Mas quando eu o toquei de novo depois do Shou-kun gravar sua voz… Eu de alguma forma tive um sentimento diferente. Desse obstáculo na demo original nós conseguimos puxar em direção à sensação do solo de guitarra atual.
Em relação à letra, que tipo de trocas houve entre o Hiroto-san e o Shou-san?
Hiroto: Quando ele me perguntou “há algum tipo de tema?”, eu mandei para ele muitas mensagens sobre coisas que vieram à mente.
Shou: Juntos, nós conseguimos a imagem de uma construção abandonada. Mas quando nos voltamos às coisas que queríamos dizer, melhor do que pensar no cenário, eu pensei no tom de cor. Bem, pensando nisso agora, nós não tivemos realmente muitas discussões sobre isso (risos). Mas as imagens que nós imaginamos combinaram.
Hiroto: É, elas combinaram.
Shou: A imagem que o Hiroto-kun sugeriu também foi um filme que eu tinha visto antes.
Hiroto: Houve a imagem de “deterioração” e “alternativa”, então para apresentar tais imagens que seria fácil de entender, nós pensamos nesse filme.
Shou: Mesmo que nós nunca realmente dissemos o nome do filme. O céu no mundo vazio, depois dos humanos fazerem do jeito que eles se satisfazem, seria bem estagnado, mas ainda num lugar que haja brilho de raios solares. Eu escrevi a letra tendo esse tipo de vista.
Bem no final tem a fala “Em direção ao seu eu do passado10“, há muitos significados capturados nessa conclusão, ne.
Shou: Como eu vou cair morto?, ou eu vou sair numa jornada?. Eu vou deixar a interpretação por conta de vocês.
[High and Low] também parece uma composição original do Hiroto-san, mas há alguns sons bem intensos.
Hiroto: Eu acho que nós usamos a guitarra de um jeito que nós não usamos geralmente para produzir esses sons. Pessoalmente, eu acho que para esse trabalho nós perseguimos coisas como rock alternativo e rock industrial. Ajeitando as músicas com cinco pessoas, eu achei que seria ótimo se nós pudéssemos encontrar uma nova maneira de trabalhar. Para essa música, nós tentamos um tipo de aproximação industrial.
Nao: De várias maneiras, a bateria estava tocando de um jeito surreal (risos)
Saga: Do meu ponto de vista essa música é a interação entre a guitarra e os sons sendo a coisa mais importante. Eu meio que tive esse sentimento de “como exatamente eu deveria construir cada som para que ele complemente a guitarra?”. Então primeiramente eu me agarrei em que tipo de sons a guitarra estava fazendo, e depois adicionei os sons do baixo.
Tora: Pra mim, foi tipo “chokkan”.
Chokkan?
Tora: Eu quero dizer que foi como se eu tivesse removido o amortecedor de som.
Ah, saquei, um amortecedor de som de moto!! Quando você o remove, sua moto fica consideravelmente mais barulhenta.
Tora: Bem, foi tipo assim (risos). A coisa importante foi deixar toda sua raiva sair.
Hiroto: O espírito dessa música, o sentimento de impulso e não ter teorias11. Tentando fazer algo que não tinha muita teoria, foi bem difícil mixar essa música (sorriso estranho)
O interlúdio parece especialmente caótico.
Hiroto: Mesmo que o interlúdio tenha um toque de caos, depois do solo de guitarra do Tora-shi finalmente aparecer ele fica ainda mais caótico (risos).
Tora: Ele me disse “Você quer fazer os solos de guitarra dessa música, não é?”, ele já sabia mesmo sem eu dizer algo simples tipo “sim” (risos). Quando eu pensei no progresso com os acordes que eu geralmente toco, eu senti que seria suficiente mesmo se eu não tocasse nenhum solo de guitarra.
Mas você já superou esse tipo de costume absurdo.
Tora: Mas foi consideravelmente difícil.
Saga: Em termos de gênero, ele tocou o solo de guitarra de um jeito que o Hiroto-kun usualmente teria tocado (risos).
Hiroto: Apesar de ter tocado o solo de guitarra pro [SLEEPWALKER], eu não quero realmente fazer os solos de guitarra para minhas próprias músicas. Então foi mais tipo um favor que eu pedi a ele.
Mass isso resultou num solo de guitarra que dá um efeito bem forte (risos)
Hiroto: Eu não teria conseguido fazê-lo. Ele tocou um solo de guitarra legal pra gente.
As letras efêmeras certamente são algo que foi exigido antes por causa do desenvolvimento caótico da música e do som, certo?
Shou: As letras se originam no sentimento de empolgação, no sentimento de êxtase, e no sentimento sua vida pendurada numa corda quando você acelera. Eu expandi as letras do fato que apenas quando você está dirigindo numa velocidade alarmante, há coisas que você não pode ver. Para uma referência, eu li uma reportagem sobre alguém que morreu depois de dirigir a 300km/h. Eu escrevi a letra não pensando nas pessoas que não têm licença (risos).
Cada uma das três músicas foi um passo num território inexplorado como uma banda, então é tipo um pedaço de rock alternativo. Então, em agosto, vocês vão estar se aproximando de seu 5º aniversário, então isso significa começando de Harajuku, Shibuya, vocês já planejaram um grande evento para conseguir mais exposição e para comemorar esse evento [Detalhes em: http://www.pscompany.co.jp/alicenine] …… Sem dúvida isso será um evento realmente emocionadamente tocante.
Hiroto: Eu acho que seria ótimo se o evento fosse uma oportunidade para as pessoas virem e ouvirem a música do Alice Nine, e também ver como nós nos desenvolvemos não apenas em termos de música.
Tora: Mas já que nós somos egoístas nós queremos fazer mais e mais coisas diferentes, nós queremos fazer isso (risos)
Shou: Agora, nós podemos expressar livremente o que nós queremos, porque nós curtimos música como um inteiro. Querendo providenciar uma oportunidade maior para as pessoas ouvirem nossa música, nós vamos fazer uma grade extensa de atividades. A engrenagem do Alice Nine já foi determinada, apesar de que nós vamos mostrar a você várias coisas, nós também não vamos ignorar nossos fãs, eu quero que as pessoas ouçam nossa música.
Então baseado nesses cinco anos até agora, como você o vê daqui a cinco anos?
Tora: Talvez eu vá dirigir uma Ferrari. Mesmo que eu não tenha minha licença (risos).
Nao: Hm~ …… Eu provavelmente teria mais abdômen.
Shou: Isso não vai ser algo acontecendo num período de cinco anos (risos).
Saga: Cinco anos mais tarde… seria 2014. Eu me pergunto como o Visual-Kei vai ser até lá (risos). Bem, sem mudar, eu provavelmente ainda estaria usando maquiagem.
Hiroto: Eu não quero ser uma lenda do rock.
Saga: Porque você está dizendo isso assim, do nada?! (risos)
Hiroto: Em outras palavras, eu não quero estar morto. Porque você se torna uma lenda quando você morre. Eu não quero ser uma banda morta, e eu não quero ser uma pessoa morta.
Shou: Cinco anos mais tarde também… seria ótimo se nós ainda pudéssemos estar na capa da Fool’s Mate.
Saga: Definitivamente!
Aliás, as coisas nas quais vocês têm confiança agora mudaram quando vocês ‘tinham confiança sem fundamento’ quando vocês se formaram?
Tora: Se nós temos confiança com um fundamento, então certamente também deveria haver confiança sem fundamento.
Hiroto: Com esses últimos cinco anos de experiência, há muitas coisas nas quais nós somos confiantes.
Shou: Nós também entendemos as coisas que nós tínhamos entendido errado (risos). Mas agora nós temos nosso orgulho, nós vamos continuar na estrada que nós acreditamos.
.::obs::.
1 O set de dois pratos do lado que são operados pisando no pedal
2 Aceitar o fato que parte da música foi composta durante algo inesperado acontecendo
3 Estilo de música tradicional japonês
4 Caracteres chineses, nesse caso, seria 華 (Hana)
5 Quer dizer 華
6 華やかさ “Hanayaka”, significando florido, brilhante, etc
7 豪華絢爛 “Goukakenran”, não estou certo se é uma coincidência ou intencional, mas o segundo caractere também é “華”
8 花 e 華 são ambos pronunciados “Hana”, e ambos significam flor/florescer/beleza
9 Pode ser uma referência ao Rockman, Air Man é um (pé no saco) chefe no Rockman
10 “君の元へ行こう”
11 Nesse caso, eu acho que “teoria” pode ser sinônimo de “convenção”
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